Eu não estudo a SOP de longe. Eu tenho SOP.
Nutricionista, educadora física, mãe do Vinícius e da Manu. Há mais de 20 anos cuidando de mulheres, e desde os 14 aprendendo na pele o que a síndrome faz com a autoestima, com o ciclo e com o sonho de ser mãe.

O diagnóstico aos 14 anos
Fui diagnosticada com síndrome dos ovários policísticos aos 14 anos. Na mesma consulta ouvi que precisaria tomar anticoncepcional a vida toda e que, se um dia quisesse engravidar, teria que fazer FIV. Jovem e insegura, segui tudo à risca. E convivi por anos com acne, excesso de pelos, queda de cabelo e ansiedade.
Aquilo virou pergunta. Por que ninguém olhava para o que estava por trás dos sintomas? Fui estudar.
Nutrição, Educação Física e o consultório
Me formei em Nutrição pela Universidade Nove de Julho em 2004 e em Educação Física pela Universidade Paulista em 2008. Comecei atendendo a domicílio, depois montei um consultório dentro da academia onde era professora de musculação e, mais tarde, abri o meu próprio espaço: o Cantinho da Nutri, hoje na Vila Nova Conceição, Zona Sul de São Paulo.
Fiz pós-graduação em nutrição esportiva e em nutrição materno-infantil. Por muito tempo trabalhei das 7h às 21h. Não foi fácil: tive paciente que criticou, paciente que não voltou, dias em que me achei uma nutricionista ruim. Foi isso que me fez mudar o jeito de atender.
Por que eu trabalho com quatro pilares
Percebi que plano alimentar sozinho não segurava o resultado. A mulher com SOP que dorme mal, vive estressada e não se movimenta volta para o mesmo lugar, por melhor que seja a dieta. Por isso o meu cuidado olha para alimentação, movimento, sono e estresse ao mesmo tempo, com suporte entre as consultas para ajustar o plano à vida real.
Mãe de dois
Usando esse mesmo caminho, junto com acompanhamento médico, recuperei a regularidade do meu ciclo, a autoestima e realizei o sonho de ser mãe do Vinícius e da Manu. Não conto isso como promessa. Conto para você saber que eu entendo o medo de quem está do outro lado da mesa.
A Nutri da SOP
Hoje o meu trabalho é quase todo dedicado a mulheres com SOP, resistência à insulina, tentantes e gestantes. Além das consultas, levo informação gratuita para milhares de mulheres no Instagram e no canal do YouTube, com 76,6 mil inscritos, e conduzo o programa online 30 Dias contra a SOP.
Quem manda na SOP somos nós. Não a síndrome, não o medo, não a frase que você ouviu numa consulta de dez minutos.


