Nutricionista para resistência à insulina em São Paulo e online
Você come pouco, vive cansada, sente um sono pesado depois do almoço e mesmo assim a barriga cresce e a vontade de doce não dá trégua. Isso não é falta de força de vontade: muitas vezes é a insulina pedindo atenção. Aqui a gente cuida dessa causa com um plano que você consegue manter.

A resistência à insulina acontece quando as células respondem mal ao hormônio e o pâncreas precisa produzir cada vez mais. A nutrição ajuda organizando refeições que evitam picos de glicose, preservando a massa muscular e ajustando sono e estresse. Com constância, a sensibilidade à insulina pode melhorar e o risco de pré-diabetes e diabetes tipo 2 tende a diminuir.
Frases que eu escuto toda semana no consultório.
- "Depois de comer, me dá um sono que parece que desliguei"
- "Sinto fome de novo pouco tempo depois das refeições"
- "Não consigo passar a tarde sem um doce"
- "Minha barriga cresce mesmo quando o resto do corpo não muda"
- "Apareceram manchas escuras no pescoço e nas axilas"
- "Minha glicemia está normal, mas disseram que a insulina está alta"
- "Tenho diabetes na família e medo de chegar lá"
- "Já tentei cortar tudo e acabei comendo em dobro depois"
O que investigamos por trás dos sintomas
A insulina é o hormônio que leva a glicose do sangue para dentro das células. Quando as células passam a responder mal, o pâncreas compensa produzindo mais insulina. Durante anos a glicemia pode continuar normal, e é por isso que tanta gente só descobre o problema no pré-diabetes. Insulina alta de forma crônica favorece gordura abdominal e fome frequente e, na mulher, aumenta os androgênios, com impacto no ciclo, na pele e na fertilidade. Na consulta, eu investigo:
Composição corporal, não só o peso
Pouca massa muscular e gordura concentrada na barriga pesam mais do que o número da balança. Mulher magra também pode ter resistência à insulina.
Padrão das refeições
Longos períodos sem comer seguidos de refeições grandes, café da manhã só de carboidrato, bebidas açucaradas e ultraprocessados geram picos repetidos de glicose e insulina ao longo do dia.
Sono, estresse e tempo sentada
Noites mal dormidas e cortisol alto pioram a resposta à insulina já no dia seguinte. Passar o dia inteiro sentada também pesa, mesmo em quem treina. E muita gente vive assim há anos sem perceber, porque a correria virou normal.
Fome, doce e beliscos
A vontade forte de doce no fim da tarde e a fome que volta rápido não são fraqueza. Muitas vezes são reflexo das oscilações de glicose, e melhoram quando o prato e os horários são ajustados.
Condições associadas
SOP, gordura no fígado, alterações da tireoide, histórico de diabetes gestacional e o uso de alguns medicamentos entram na investigação, sempre em conversa com o seu endocrinologista. Se você tem SOP, veja também a página de nutrição para SOP.
Para entender os números do seu exame, leia HOMA-IR, insulina de jejum e curva glicêmica. E confira se os sinais que você sente aparecem em sintomas de resistência à insulina.
O plano, passo a passo.
- 01
Prato que segura a glicemia
Proteína e fibra em todas as refeições, carboidratos escolhidos pela qualidade e pela combinação, e a montagem do prato pensada para evitar picos. Sem proibir tudo: o plano inclui pão, fruta e comida de verdade nas quantidades certas para o seu corpo, entregue pelo aplicativo com receitas práticas.
- 02
Músculo trabalhando a seu favor
O músculo é um dos maiores consumidores de glicose do corpo. Treino de força regular e caminhadas curtas depois das refeições ajudam a melhorar a resposta à insulina. Com minha formação em Educação Física, ajusto a alimentação ao treino e sugiro um começo realista para quem está parada.
- 03
Sono que não sabota o dia seguinte
Uma noite mal dormida já piora a sensibilidade à insulina e aumenta a fome. Revemos horário de dormir, cafeína, telas e jantar para que o seu sono ajude o metabolismo, e não o contrário, com mudanças pequenas que cabem na sua rotina.
- 04
Estresse e fome emocional
O cortisol eleva a glicose e a vontade de comer para aliviar a tensão. A gente identifica os gatilhos, organiza lanches estratégicos para os horários críticos e cria saídas para os momentos de ansiedade, para você não depender só de disciplina.
Esse cuidado é para você se...
- Mulheres com insulina alta ou HOMA-IR alterado e glicemia ainda normal
- Quem recebeu diagnóstico de pré-diabetes e quer agir agora
- Mulheres com SOP que têm resistência à insulina
- Quem tem diabetes na família ou teve diabetes gestacional
- Mulheres que usam metformina por indicação médica e querem cuidar da alimentação junto
- Quem sente fome e cansaço constantes e já tentou dietas restritivas sem sucesso
Dois caminhos possíveis
Com exames alterados, a consulta individual permite ajustar o plano aos seus números e acompanhar a evolução. Se a resistência à insulina vem junto com a SOP e você quer começar em grupo, o programa 30 Dias contra a SOP também trabalha esse ponto.
Perguntas sobre resistência à insulina.
Resistência à insulina tem cura?
A sensibilidade à insulina pode melhorar bastante, porque responde a alimentação, exercício, sono e peso. Mas é uma tendência do corpo: se os hábitos voltam ao que eram, ela tende a voltar. Por isso o foco é construir uma rotina que você consiga sustentar por muitos anos.
Glicemia normal descarta resistência à insulina?
Não. No início, o pâncreas produz mais insulina justamente para manter a glicemia normal. Por isso a insulina de jejum, o HOMA-IR e, quando indicada pelo médico, a curva glicêmica com insulina ajudam a enxergar o problema antes de ele virar pré-diabetes.
Preciso cortar carboidrato?
Não precisa zerar. O que muda é a qualidade, a quantidade e a combinação com proteína, fibra e gordura. Cortes radicais costumam gerar compulsão depois. O plano é montado para você comer bem, com prazer e sem picos de glicose.
Posso usar metformina e fazer acompanhamento nutricional?
Pode, e é bem comum. A medicação é prescrita e ajustada pelo seu médico. A nutrição cuida do prato e da rotina, e também de pontos como a vitamina B12, que merece atenção em quem usa metformina por muito tempo.
Consulta online funciona para resistência à insulina?
Funciona. A consulta é feita por videochamada, com análise dos seus exames, dos sintomas e da sua rotina, e o plano alimentar chega pelo aplicativo. Atendo mulheres de todo o Brasil e brasileiras que moram no exterior. Se você está em São Paulo, também pode escolher o consultório na Vila Nova Conceição, Zona Sul.
Preciso levar exames na primeira consulta?
Se tiver exames dos últimos meses, leve ou envie antes, porque eles ajudam muito. Se não tiver, a consulta acontece do mesmo jeito e a gente conversa sobre o que vale investigar, sempre alinhado com o seu ginecologista ou endocrinologista.
Atende convênio?
Não atendo convênio. Depois da consulta, emito recibo para você solicitar reembolso ao seu plano de saúde, caso ele ofereça essa opção. O reembolso depende das regras de cada contrato, por isso vale confirmar com o plano antes de agendar.
Qual a diferença entre a consulta e o programa 30 Dias contra a SOP?
A consulta é individual: avalio seus exames, sua rotina e seus objetivos e monto um plano alimentar personalizado para você. O programa 30 Dias contra a SOP é online e em grupo, com aulas gravadas, desafios e receitas, acompanhado por nutricionista e personal trainer, mas sem plano alimentar individual.


